O post de hoje é bem pessoal – nada de moda, estilo, tendências ou qualquer outra coisa que eu costumo postar aqui.

No último final de semana aconteceu o Campeonato Gaúcho de Adestramento, do qual participei com o meu cavalo, Cantriso. Tanto eu como ele estamos começando no esporte e os últimos meses foram de bastante preparação para as provas, que são ligeiramente diferentes das provas de salto de que eu costumava participar.

Eu sempre gostei do esporte e há alguns anos fui à Espanha fazer aulas com o cavaleiro olímpico Rafael Soto. Também costumava ter aulas com um experiente coronel do Exército, que me ajudou a ser Campeã Gaúcha de Adestramento no ano de 2013. Apesar disso, nunca me havia passado pela cabeça a ideia de deixar o Salto, de cujas competições eu participava com a minha égua Canberra…

Porém o ano de 2015 foi difícil para mim, foi um ano de muitas perdas. A Canberra ficou muito doente. Foi algo inesperado e que pegou a todos de surpresa – eu jamais vou esquecer a noite em que passei dentro da cocheira com ela, já no chão, quando a única coisa que me era possível fazer pelo seu conforto era pedir ao veterinário que a sacrificasse. E eu não pensei duas vezes antes de fazê-lo.

Passado o choque (o trauma nunca há de passar), era hora de pensar no que fazer dali para frente, afinal eu precisava de um cavalo – ao contrário do que alguns podem pensar, a minha vida gira muito mais em torno deles do que em função de looks do dia. Cheguei a ir ao interior de São Paulo, no mesmo haras onde a Canberra nasceu, para procurar um novo animal – talvez parecido com ela, quem sabe? Porém, nesse meio tempo, em meio ao caos em que se encontrava a minha vida, eis que surge um amigo com um presente: Um potro. Um potro lindo, mas ainda assim potro – sinal de muito trabalho pela frente. Desde então tem havido muitas manhãs de treino, independente de sol, chuva, frio ou calor; independente de eu estar de bom ou mau humor e independente da disposição do meu cavalo, também, afinal trata-se de outro ser vivo. E nessa função de montar um animal inexperiente, de iniciar um cavalo (obviamente que com a ajuda dos meus professores), eu fui me encantando mais e mais pelo Adestramento, pois ele é a base de tudo.

Há algum tempo decidi que queria participar do Campeonato Gaúcho, mesmo que com o nosso pouco tempo de conjunto, afinal seria uma experiência positiva tanto para mim quanto para o Cantriso, seria um aprendizado e…

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Como mencionei anteriormente, eu sempre gostei do Adestramento e inclusive, há algum tempo, fiz um ensaio totalmente inspirado no esporte, fotografado pelo Fernando Rezende. Não deixe de conferir o editorial Old-Fashioned!


Today’s post is essentially personal – no fashion, style or anything like what I use to post here.

Last weekend happened the dressage state championship, attended by me and my horse, Cantriso. We are both beginners in this sport and the last months have been of hard training for the competitions, which are slightly different from show jumping.

I have always liked the sport and a few years ago I’ve been in Spain taking classes with the Olympic rider Rafael Soto. I also used to have classes with an experienced former army colonel, who helped me being state champion in 2013. Even though I have never thought about leaving the jumping, whose competitions I’ve used to participate with my mare Canberra…

But the year of 2015 was difficult for me, it as a year of many losses. Canberra became seriously ill. It was something unexpected and took everybody by surprise – I will never forget that night that I spent in her stable while she was already on the floor, when the only thing that I could do for her was asking the vet for a sacrifice. And I didn’t think twice before doing it.

After the initial shock, it was time for thinking about what to do from there, after all I needed a horse – contrary to what some may think, my life is much more about the horses than about outfits of the day. I have even been in the interior of São Paulo, in the same stud-farm where Canberra was born, looking for a new animal – some that looked like her, perhaps? But, meanwhile, a friend appeared with a gift: I foal. A beautiful foal, yet a foal – a sign of hard work ahead. Since then have been many mornings of training, no matter the sun, rain, cold or heat; no matter my good or bad mood and no matter my horses willingness, after all we’re talking about another living creature. And in that function of riding an inexperienced horse I’ve been more and more captivated by the Dressage, because it is the basis of everything.

A few time ago I’ve decided that I wanted to participate of the state championship, even if with our little time of work, after all it would be a positive experience for me and my horse, it would be a learning and…

As I said above, I have always liked the Dressage and I have even made a shooting totally inspired by the sport, with clicks by Fernando Rezende. Check it at Old-Fashioned!

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